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do Marcos Wunderlich

Seja um líder e alcance seus objetivos

4 de maio de 2017

Liderança Positiva 

Recentemente assisti ao filme “Sully – o herói do Rio Hudson”, sobre o qual farei uma análise do personagem em sua performance enquanto profissional e liderança, na sua atuação para resolver o grande problema de fazer um voo seguro e salvar vidas.

É curioso, que num primeiro momento a imagem do comandante seria a de um “herói” que fez o seu melhor, mas as circunstâncias de ter que explicar para a companhia de seguro a sua atuação, o remeteu a uma posição de “irresponsável”, o obrigou a demonstrar que realmente fez o impossível.

Muitas vezes é isso o que um Líder faz no seu dia a dia, transformar as adversidades em oportunidades, para conduzir as equipes para os melhores resultados.

Mas para isso, além das competências técnicas inerentes a função, este precisa ter Resiliência, desenvolvendo atributos necessários para uma alta performance.

 

Análise do contexto
Após a aeronave que pilotava ser atingida por um bando de aves e apresentar avaria nos motores, a torre de comando lhe deu duas opções de pouso e, ao observar as condições gerais, decidiu agir baseado em sua intuição, pois acreditava que não conseguiria chegar a nenhum dos dois aeroportos apontados. Assim, optou por utilizar o Rio Hudson como pista de pouso.

Muitas vezes o Líder precisa fazer uma análise das condições gerais e arriscar um plano de trabalho ousado para que a equipe consiga atingir as metas. Correr riscos pode ser uma necessidade, quando se alia experiência (arsenal construído através do conhecimento), intuição (acreditar e ter fé) e emoção (salvar a própria vida e dos outros).

 

Autocontrole

Sim, manteve o autocontrole sobre as emoções, foi isso o que o comandante fez, embora a torre de comando ter lhe indicado uma outra solução e ele, consciente do risco que corria, não via outra saída a não ser a que acreditou ser a melhor.

Diante de circunstâncias adversas, o Líder precisa modular a sua resposta às exigências do momento, respondendo de forma emocional adequada, com calma, clareza, serenidade e frieza.

 

Autoconfiança

A confiança em si mesmo e em suas habilidades permitiu ao comandante tanto fazer o seu pouso, quanto enfrentar o questionamento frente a companhia de seguros, quando provou com segurança que estava certo em sua decisão.

Quantas vezes o Líder não é posto em cheque, seja pela equipe, por seus superiores e até clientes?

Isso acontece, mas quando sabe que pode se comprometer e entregar o que se propõe, mantém suas ideias de forma a apresentar os resultados.

 

Otimismo

A visão estratégica do comandante, bem como sua forma positiva de acreditar que era possível, manteve-se presente. A pressão emocional que sofreu até levou-o a ter dúvidas, mas seu ânimo o manteve firme para provar a certeza do que era o melhor a fazer.

Diante das adversidades, um Líder com visão estratégica e bom humor leva a equipe a desempenhar o seu melhor, assim sendo, a esperança impera.  Como humano, pode ter suas dúvidas que são dissipadas quando se compromete e inspira a equipe, ou até mesmo leva parceiros e superiores a acreditarem no que se propõe.

 

Empatia

Foi o último a sair da aeronave, certificou-se que todos tinham se retirado, preocupou-se com os passageiros até o último momento, ou seja, sabia a responsabilidade que tinha com as vidas que estavam ali.

No dia a dia, o Líder precisa conhecer as pessoas que estão ao seu redor, entender seus sentimentos para estabelecer uma comunicação de reciprocidade e assim ter adesão aos seus projetos e fortalecer sua liderança.

 

Conquistar e manter pessoas

A sua família foi exposta a uma situação inusitada com a presença da mídia, virou notícia do dia para a noite, recebeu apoio dos familiares, sindicato de sua categoria além do público em geral que acompanhou o desenrolar da estória. Esta rede de apoio o ajudou a se sentir seguro e amparado para provar frente a companhia de seguro que tomou a melhor decisão.

A rede de apoio construída através de sua articulação nos diferentes grupos (dentro e fora da empresa), auxilia o Líder a alcançar os seus objetivos, amplia as possibilidades de êxito, dá sustentação a suas ideias.

Sentido de Vida

O comandante tinha valores arraigados que lhe conferiam ser não só um profissional de alta performance, como também uma pessoa com sonhos e desejos, dos quais ele não abria mão.

Ter crenças e valores sedimentados e alinhados com a missão da empresa permite que sonhos e desejos sejam almejados.

Assim, o Líder pode conduzir a equipe para o sucesso, como também atingir sua auto realização, pessoal e profissional.

 

Leitura corporal

Para que o processo da companhia de seguros fosse realizado, o comandante e seu parceiro de voo ficaram retidos e só foram liberados após a conclusão, mas ele não deixou de praticar exercícios físicos para diminuir a tensão. Na primeira consulta com o médico após o pouso, demonstrou ter conhecimento de como seu organismo reage comentando os seus batimentos cardíacos.

O Líder (como todos os profissionais) precisa fazer exames periódicos, entender as reações do seu organismo diante do estresse vivenciado no dia a dia, esta consciência lhe permite estabelecer limites para a sua atuação.

As pessoas devem ter autoconhecimento de como seu organismo funciona, para saberem dosar a carga de estresse que recebem, sempre lembrar que ter um “fio terra” para descarregar as tensões é fundamental, aquilo que lhe trouxer maior benefício (lazer, exercícios, meditação, dança, yoga…)

 

Conclusão

 O filme poderia ser uma ficção, mas não é, o fato aconteceu mesmo e foi documentado, o maior receio do comandante era o de ter perdido alguma vida, perder o emprego ou de macular a sua imagem profissional, mas incrivelmente salvaram-se todos. Outra questão foi o preparo e eficiência das equipes de socorro, em 24 minutos todos os ocupantes foram resgatados e encaminhados ao serviço médico.

Uma fala do comandante em sua defesa abordou a importância do “fator humano”, que sem dúvida foi fundamental para o desfecho feliz da estória.

Temos sempre que considerar que “as empresas não são máquinas, são organismos vivos, e para que possam se transformar, é preciso parar de pensar como mecânicos e agir como jardineiros” (Peter Senge – The dance of change).

 

Se você é um Líder, pergunto: como está o seu jardim?

Autora:

Natalia Marques Antunes

Psicóloga, Coach e Palestrante